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11 Nov. 2011

Alunos universitários visitam Museu Terras de Besteiros

Um grupo de professores e alunos do Curso de Conservação e Restauro da Universidade Portucalense do Porto visitaram no passado sábado, dia 5 de Novembro, as diversas instalações da mais recente montra cultural da Cidade: o museu municipal Terras de Besteiros e as Reservas Visitáveis de Nandufe.
A visita inseriu-se no âmbito das unidades curriculares de Museus e Património, Práticas de Laboratório I e Reabilitação do Património Histórico-cultural em curso no estabelecimento de ensino superior acima referido.



Acompanhados pela técnica de conservação e restauro do museu municipal, e coordenadora dos serviços educativos, deslocaram-se primeiro à freguesia de Nandufe para aí visitarem a excelente infraestrutura de apoio ao museu: as Reservas Museológicas. Aqui tomaram contacto com as instalações onde são acondicionados os espólios, em condições de temperatura, humidade e luminosidade adequadas. Para além das condições de segurança e vigilância de todo o edifício. Visitaram a área do laboratório onde se efectuam todas as etapas do processo de conservação, restauro e manutenção dos bens culturais do museu. Em suma, uma valência como poucos museus em Portugal tem.

De seguida já em Tondela visitaram a Fonte da Sereia, um dos monumentos de arquitectura civil mais antigos da Cidade, cujos trabalhos de Conservação e Restauro vão ser iniciados. Este monumento tem a sua origem numa provisão régia de 1794, onde se indicava o dever de todas as freguesias do Concelho contribuírem para a construção de um chafariz no centro da Vila de Tondela. António de Sousa Leão, natural de Barcelos, foi o mestre pedreiro responsável pela realização da obra, tendo esta sido vistoriada em 25 de Março de 1801.

Já no museu municipal Terras de Besteiros a visita guiada levou-os numa viagem pelas origens históricas e culturais do território concelhio.
Na mais recente montra cultural do município, puderam apreciar a ocupação humana do nosso território através do espólio exumado do monumento megalítico da Anta da Arquinha da Moura, na freguesia da Lajeosa do Dão. Ao caminharem pela história das Terras de Besteiros, os visitantes descobriram as marcas da ocupação do território, dedicando a sua atenção às salas dedicadas às artes e ofícios tradicionais – linho, funilaria, cestaria, barro negro – cujos bens culturais foram objecto de cuidadosos procedimentos do ponto de vista da conservação e restauro, por parte da técnica dos serviços do museu. Assim como o retábulo da capela anexa à casa e que faz parte do discurso expositivo. Em resumo uma autêntica aula prática para os jovens universitários.

O Museu reforça deste modo as acções de Intervenção Comunitária, procurando envolver também técnicos e grupos especializados, além de outros públicos diversos, assumindo-se como um ponto de visita obrigatório para quem quer conhecer mais sobre o passado, o presente e o futuro de Tondela.

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